Investigação arqueológica e histórica

"Os Mocambos dos Angolares em São Tomé"

Resumo do projeto

Como viver livre numa ilha escravista submetida ao domínio colonial? Esta questão aplica-se aos africanos e afrodescendentes conhecidos como Angolares, que viveram livres numa parte da ilha de São Tomé, enquanto esta estava submetida ao domínio português desde o final do século XV. Livres desde o início ou auto-libertados, a etnogênese dos Angolares é muito discutida, mas uma coisa é certa: eles rejeitaram a escravidão e viveram em liberdade até o final do século XIX, apesar da guerra do mato travada contra eles pelas milícias portuguesas. Não havendo fontes escritas produzidas pelos Angolares, temos apenas algumas informações transmitidas pelas fontes históricas portuguesas. Onde se encontravam as comunidades angolares? Afastados das plantações portuguesas, como viviam? Como se adaptaram ao ambiente santomense? Estas três questões constituem os eixos de investigação do projeto "Os mocambos dos Angolares em São Tomé".

Este projeto é financiado pelo Fundo Nacional Suíço através do instrumento Ambizione, projeto número 223329. Na sua versão francesa, língua de apresentação do projeto ao FNS, intitula-se "Marronnages Angolares à São Tomé : Vivre libre sur une Île d’Esclaves (XVIe-XIXe siècle)" - Projeto «MA-VÎE».

Prospecções arqueológicas 2022

 

Em outubro de 2022, a equipa de investigação recém-formada iniciou prospecções arqueológicas no sudeste da ilha de São Tomé. Partindo de Ribeira Peixe, a equipa dirigiu-se para sul, em direção a Novo Brasil. Os detalhes dessas prospecções podem ser lidos nas Publicações.